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O método Viola Brasileira Volume I é um trabalho de pesquisa musical que levará o estudante ao encontro de uma linguagem híbrida e contemporânea. A iniciação à leitura de partitura que trazemos neste trabalho busca aproximar ainda mais a viola caipira com à sistematização metodológica desenvolvida para outros instrumentos, dando ao estudante a oportunidade de dialogar com outros gêneros da música popular brasileira e de concerto. Na Primeira Parte, o estudante é convidado a conhecer a leitura das cordas soltas, sendo que a diversidade de exercícios desenvolve a técnica dos arpejos trabalhados com a mão direita, o polegar, o indicador, o médio e o anular. Com esse treinamento, o estudante tem a oportunidade de entender a funcionalidade da escrita musical já com prática do instrumento. Dentre os exercícios de arpejos das cordas soltas, são apresentadas explicações das simbologias da escrita musical, como: pauta musical, signo de compasso, figuras de notas e figuras de pausa, dentre outros. Ainda na Primeira Parte, o estudante avança para a leitura da primeira região nas escalas Diatônica (natural) e de Mi maior (que correspondem à afinação cebolão em Mi). São apresentados, outrossim, estudos sobre as segunda e terceira regiões da viola caipira. Na Segunda Parte, peças para iniciação foram compostas para que o estudante, iniciante em sua prática musical, crie o hábito de ler a partitura cujo nível de crescente dificuldade vai, aos poucos, exigindo um conhecimento da escala separadamente nas três regiões do instrumento. As obras para iniciação transcritas foram arranjadas e adequadas para que o estudante tenha o encontro com melodias consagradas de importantes compositores da história, como Ludwig van Beethoven, além de obras como “Cuitelinho”, um folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó, gravado por grandes nomes da música popular brasileira, como Milton Nascimento, Pena Branca e Xavantinho. A teoria musical abordada entre os exercícios é um dos diferenciais da metodologia, pois busca persuadir o estudante a absorver o conteúdo gradativamente, levando-o a utilizar, de forma prática o conteúdo teórico. Os conteúdos de harmonia para viola caipira convergem para o embasamento do estudante no contexto do sistema tonal na sua iniciação. Ademais, o estudante adquire o conhecimento dos sons musicais e sua hierarquia pelas tríades, tétrades e inversão de intervalo, conquistando a autonomia na compreensão harmônica em futuras análises mais precisas do sistema tonal. Na Terceira Parte, “Coletânea de Peças Avançadas para Viola Caipira”, todos os arranjos e transcrições são inéditos, elaborados exclusivamente para esse trabalho. Neste estudo, inteiramente voltado a um repertório de concerto, o estudante adquire uma “ponte” que o levará a muitos outros horizontes sonoros e possibilidades musicais a percorrer na sua caminhada artística. A escolha do nome do método é em memória ao compositor Theodoro Nogueira. Nogueira cita, na contracapa do segundo LP de Renato Andrade (Viola de Queluz – Vol. 2), a origem da denominação do instrumento como viola brasileira: “Sendo o instrumento predileto do nosso caipira ou sertanejo, batizei-a com o nome de viola brasileira”.

